A Ilha do Marajó é um dos lugares mais mágicos que se pode conhecer. A floresta amazônica é absolutamente deslumbrante. Lá, vê-se todo tipo de bicho, planta e paisagem.
Eu tive muita sorte. Contactei uma agência chamada Rumo Norte. Gelderson, o dono da empresa, dá uma atenção particular. Ele conseguiu uns preços muito bons. Uma van veio me buscar e levar até a estação das barcas. De lá, seguimos por 3 horas de rio, até o porto de Camará. Falando, parece muito, mas ao olhar o horizonte e não achar margem, fiquei deslumbrado. A paisagem faz esquecer o tanto de tempo de navegação.
Em Camará, tomamos outra van, que nos levaria ao destino final: Soure. Essa vila é uma das maiores na ilha. Tem cerca de 25 mil habitantes (eu moro numa cidade com 8 milhões...). Ficamos na pousada Paracauary. Muito aconchegante e os donos também são muito atenciosos. A pousada fica na margem do rio com o mesmo nome. O restaurante fica bem em cima das águas e, no silêncio, é possível ouvir um boto que passa, respirando.
Recomendo o passeio de bicicleta até a praia do pesqueiro. A praia tem ondas e areia branca, mas é de água doce. A foto aí do lado foi tirada lá. Resume a paisagem: a areia, as águas, os búfalos, os guarás e garças e a floresta. Isso é a síntese do que é o Marajó.
Vale tentar buscar algum evento cultural. Tem hotéis que fazem apresentação de danças típicas. Eu estive em um e me deliciei. Ouvir Nilson Chavez foi ótimo. A coreografia estava linda.
Não deixe de comprar queijo do Marajó, feito com leite de búfala. Nem esqueça de comer um bife do Marajó, que é a picanha de búfalo com queijo derretido em cima. Passeie pelo Soure. Conheça as pessoas (e os búfalos!!). É um Brasil diferente dentro do Brasil que você conhece.
Tudo é igual, mas diferente por lá.
Foi um lugar onde me senti estrangeiro na minha própria terra. Apesar disso, vale a visita. Vale cada minuto.