segunda-feira, 21 de maio de 2007

Marajó


A Ilha do Marajó é um dos lugares mais mágicos que se pode conhecer. A floresta amazônica é absolutamente deslumbrante. Lá, vê-se todo tipo de bicho, planta e paisagem.


Eu tive muita sorte. Contactei uma agência chamada Rumo Norte. Gelderson, o dono da empresa, dá uma atenção particular. Ele conseguiu uns preços muito bons. Uma van veio me buscar e levar até a estação das barcas. De lá, seguimos por 3 horas de rio, até o porto de Camará. Falando, parece muito, mas ao olhar o horizonte e não achar margem, fiquei deslumbrado. A paisagem faz esquecer o tanto de tempo de navegação.


Em Camará, tomamos outra van, que nos levaria ao destino final: Soure. Essa vila é uma das maiores na ilha. Tem cerca de 25 mil habitantes (eu moro numa cidade com 8 milhões...). Ficamos na pousada Paracauary. Muito aconchegante e os donos também são muito atenciosos. A pousada fica na margem do rio com o mesmo nome. O restaurante fica bem em cima das águas e, no silêncio, é possível ouvir um boto que passa, respirando.


Recomendo o passeio de bicicleta até a praia do pesqueiro. A praia tem ondas e areia branca, mas é de água doce. A foto aí do lado foi tirada lá. Resume a paisagem: a areia, as águas, os búfalos, os guarás e garças e a floresta. Isso é a síntese do que é o Marajó.


Vale tentar buscar algum evento cultural. Tem hotéis que fazem apresentação de danças típicas. Eu estive em um e me deliciei. Ouvir Nilson Chavez foi ótimo. A coreografia estava linda.


Não deixe de comprar queijo do Marajó, feito com leite de búfala. Nem esqueça de comer um bife do Marajó, que é a picanha de búfalo com queijo derretido em cima. Passeie pelo Soure. Conheça as pessoas (e os búfalos!!). É um Brasil diferente dentro do Brasil que você conhece.

Tudo é igual, mas diferente por lá.


Foi um lugar onde me senti estrangeiro na minha própria terra. Apesar disso, vale a visita. Vale cada minuto.

sexta-feira, 18 de maio de 2007

Ouro Preto


Ouro Preto é uma das cidades mais fantásticas do Brasil. Acho que a melhor época pra ir é durante o Festival de Música. Foi lá que meus pais se conheceram, apesar de ambos terem sido vizinhos no Rio!
Tudo por lá remente a poesia. Seus telhados, suas vielas, igrejas, ladeiras. Tudo inspira uma paz íntima. A música, em julho, só melhora esse clima. Esquenta bem o frio do inverno.
Quando fui, fiquei na Pousada do Pilar. Barata e charmosa. Recomendo a qualquer um. Eu não tinha pouso fixo pro almoço, mas aprendi que um dos melhores lugares pra ser comer o Grande Hotel de Ouro Preto. O restaurante não é caro e a paisagem é deslumbrante. Eu deveria ter descoberto esse lugar mais cedo. Ficava com medo de ser caro, pela localização.
Outra sugestão: vá a pé até Mariana. Parece distante, mas é só um declive suave o caminho todo. Parando de bar em bar, eu levei duas horas. Se tivesse seguido sem parar, talvez tivesse levado pouco menos da metade desse tempo, sem nenhum esforço. Tem coisas que pra modo de ver, um cristão tem que andar a pé.
Mais uma dica: a maioria das casas de cachaça oferece amostra grátis do seu estoque. Experimente bem, antes de comprar.